Muito além de ornamentos, as obras de arte são capazes de imprimir em um ambiente os gostos e a personalidade de quem vive ali. Para valorizar telas e esculturas, é preciso acertar na disposição das obras e na iluminação, mas principalmente conhecer as preferências dos moradores. As arquitetas Cris Paola, do Studio Cris Paola, e Denise Barretto, do escritório Denise Barretto Arquitetura, compartilham sua experiência em unir arte ao décor.

Projeto: Denise Barretto Arquitetura | Foto: Raphael Briest

Como começar

Antes de investir em uma obra de arte, é importante definir o estilo de trabalhos que os moradores gostam, pois ela precisa transmitir sua personalidade, assim como cada detalhe da decoração. “No caso de pessoas com perfil mais sério e apreciadores de tons mais neutros, precisa ser algo tradicional e mais clássico. Mas se são moradores mais jovens e que gostam de cores, vale apostar em art naif, street art ou colagens. O mais importante é que essas obras tragam satisfação ao vê-las”, orienta a arquiteta Cris Paola.

Para quem pretende começar uma coleção de arte, a arquiteta Denise Barretto aconselha escolher trabalhos que tenham o papel como suporte. “Investir em obras no papel, como gravuras ou fotos, seria ideal para o início. Pouco a pouco, você pode experimentar peças mais ousadas e de maior custo”, explica.

Disposição das obras

Projeto: Studio Cris Paola | Foto: Hamilton Penna

Eleger uma só parede para expor os quadros imprime valorização às obras, mais do que deixá-las separadas em vários ambientes da casa. Uma tendência é adotar composições variadas, com telas de tamanhos e mesmo assuntos diferentes. “Tudo é válido, desde temas que conversam ou ainda choques estéticos. Um pouco de sensibilidade é necessária na hora de dispor os quadros e, se surgir alguma insegurança, deve ser feita com a curadoria de uma pessoa mais familiarizada com obras de arte”, aconselha Denise.

Usar um só tipo de moldura é uma maneira de criar a sensação de unidade em gallery walls. Modelos estreitos e com design mais clean, em madeiras claras, nos tons de peroba ou freijó, além das brancas e pretas com acabamento fosco, são indicadas para um visual contemporâneo.

Se houver apenas uma tela, o hall de entrada, as salas de jantar e de estar, corredores e patamares das escadas podem ser pontos de destaque.

No caso das esculturas, colocá-las sobre uma base é uma forma de valorizar a peça e garantir que ela funcione como ponto focal no ambiente. “Pode ser em cima de um pedestal ou mesa e é importante ter um ponto de luz com foco para sua valorização”, ensina Cris. Posicionar as obras no hall de entrada, em corredores que integram ambientes ou ainda em espaços que tenham pé direito alto ajuda a destacá-las ainda mais.

Iluminação e temperatura

Projeto: Denise Barretto Arquitetura | Foto: Julia Ribeiro

Depois de definir onde os quadros vão ficar, o próximo passo é completar com a iluminação adequada. Há duas opções: usar luminárias com foco na obra ou luz difusa no ambiente, de modo a não provocar sombras que modifiquem a percepção da tela.

Em relação à temperatura, Denise explica que os próprios moradores servem como termômetro. “Se a temperatura estiver agradável à nossa percepção, vai funcionar. Mas obras super valiosas devem permanecer em redomas climáticas, a fim de que a umidade e o calor excessivo não provoquem alterações em obras sobre tela, papel e afins”, esclarece a arquiteta.

Studio Cris Paola

www.studiocrispaola.com.br

Tel. (11) 3071-2888, São Paulo

Denise Barretto Arquitetura

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2954, Jardim Paulista, São Paulo

(11) 3078-6963

www.denisebarretto.com.br

Fonte: Da Redação/Assessoria