De acordo com o IBGE, 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos em 2060. Residências, estruturas comerciais privadas e públicas não estão adaptadas para atender o envelhecimento da população, afirmam especialistas.

Reforma realizada há alguns na entrada da Rodonorte em Ponta Grossa. Inclusão de rampa, corrimão, guarda-corpo e piso tátil/Divulgação

A trajetória de envelhecimento da população brasileira, apresentada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levanta preocupações quanto à saúde, aposentadoria, taxa de fecundidade e também em relação às construções no país. Isso mesmo, pois a maioria das casas, comércios e prédios públicos ou privados com mais de 20 anos não tem acessibilidade. A Lei n° 10.098, de 2000, conhecida como Lei da Acessibilidade, estabelece normas gerais para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, no que diz respeito à construção do mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação acessíveis.

Depois da Lei, que é Federal, as edificações construídas devem promover a acessibilidade nas áreas comuns para todas as pessoas sejam elas com portadoras de deficiência ou que apresentam mobilidade reduzida. E cabe às prefeituras municipais fiscalizar se essas obras cumprem as orientações. “A lei vale para construção de edifícios, sejam eles públicos e privados e também para o mobiliário urbano como calçadas e vias, no entanto não se encaixa para construções ou reformas de casas particulares, nas quais os proprietários definem os projetos”, explica a arquiteta e professora universitária Lorena Damo Comel, do escritório L+W Arquitetos.

Mesmo que as orientações da Lei nº 10.098 não sejam obrigatórias para residências, há cerca de cinco anos as pessoas passaram a se preocupar com questões de acessibilidade em obras particulares. Desde então 80% dos projetos que chegam ao escritório pedem quartos e banheiros no térreo, por exemplo, além de portas amplas. “Quando falamos de acessibilidade não estamos falando só de pessoas com deficiência permanente, mas também de idosos com mobilidade reduzida e de pessoas que sofreram acidentes, por exemplo”, afirma a arquiteta.

Isso vem acontecendo, principalmente por conta o inchaço das cidades, que deixou os lotes urbanos cada vez menores, mais estreitos e também mais caros. Segundo Lorena, nesse cenário, a maior parte dos projetos de arquitetura precisa levar em conta estruturas de dois ou mais andares que se encaixem nos lotes menores e aí entram aspectos de mobilidade.

Os projetos de residência que se preocupam com acessibilidade são preventivos, principalmente pensando no envelhecimento da população. “As pessoas que nos procuram querendo projetos com aspectos de mobilidade no térreo geralmente estão pensando em receber pais e mães idosos em casa em algum momento”, conta o arquiteto Welton Zazinski Gomes, também da L+W. A preocupação é válida e urgente, segundo a pesquisa do IBGE, já em 2034, 15% da população terá mais de 65 anos e em 2046 esse índice sobe para 20%.

Garantia à acessibilidade

A partir de janeiro de 2020, os novos conjuntos habitacionais deverão ser 100% acessíveis, conforme regulamentação do dia 26 de agosto do decreto do artigo 58 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015.

Isso significa que quando pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida forem adquirir imóveis na planta poderão requerer o imóvel com características construtivas acessíveis e que permitam adaptação posterior: como vão livre de portas, nivelamento de pisos, área de manobra de cadeira de roda, entre outros. Tudo isso sem custo extra.

“Na universidade já temos tratado de construções acessíveis com nossos alunos. É essencial que os futuros profissionais estejam conscientes da realidade populacional e habitacional que vão encontrar, sem dúvida assim teremos um impacto positivo nos projetos civis e arquitetônicos”, afirma Welton, que também é professor universitário.

Sobre o L+W Arquitetura

Há 13 anos o escritório L+W Arquitetos atua em projetos residenciais e comerciais em Ponta Grossa e região. Com soluções criativas e modernas, o trabalho dos arquitetos Lorena Damo Comel e Welton Zaziski Gomes se preocupa em planejar obras atemporais e práticas para cada cliente.

Vencedores de dois prêmios Hunter Douglas, os arquitetos buscam, através de experiências internacionais e especializações, inserir as referências adquiridas aos projetos – sempre de maneira adaptada com as particularidades da obra e do cliente.

O L+W Arquitetos é parceiro de empresas especializadas em sustentabilidade e adepto às normas da ABNT, produzindo assim projetos ergonômicos e em sintonia com o meio ambiente.

Mais informações em: http://www.lwarquitetos.com.br/.

Fonte: Da Redação/Assessoria