O processo criativo de um artista, por vezes, é árduo. É preciso repertório, inspiração, definição de material e tempo. Contudo, engana-se quem pensa que o trabalho termina quando a obra estiver pronta. É após os últimos ajustes que surgem as maiores dúvidas, afinal, como melhorar, precificar e conseguir lucros com a peça?

Segundo Wendell Toledo, CEO e Fundador da Artluv, ArtTech que conecta artistas a clientes e amantes da arte em um ecossistema único, com o objetivo de expandir este mercado no País, explica que é comum surgir dúvidas quanto a precificação do trabalho e como melhorar o rendimento enquanto artista. “Na Artluv, nós damos todo o suporte para que o profissional, desde a criação do perfil para a venda na nossa galeria online, até esclarecimento de dúvidas gerais como precificação, postura e atendimento”, explica. Abaixo seis dicas de planejamento para artistas listadas per Toledo.

1- Como melhorar a sua arte?

A melhor forma de responder essa pergunta é definindo o que necessariamente você quer mudar. De acordo com Wendell, essa vontade pode surgir de uma técnica nova que o artista conheceu ou algum ponto que descobriu que precisa ser melhorado em seu trabalho. “Após fazer esse diagnóstico, o artista pode procurar por cursos para essa técnica em específico, seja pelos tradicionais cursos presenciais ou nas opções de ensino a distância. Os tutoriais na internet também podem ser uma boa fonte de auxílio e inspiração”, diz.

2- De onde tirar inspiração para criar?

“A melhor forma de se inspirar para um trabalho é por meio da diversão”, afirma. “Relaxar e ver coisas novas ou ter novos estímulos ajuda muito para aflorar a criatividade. Se o problema for com o tema do que será feito, é interessante buscar referências em obras de outros artistas”, completa. O profissional também garante que uma pesquisa nas tendências é fundamental.

3 – Como decidir quantas peças produzir?

Antes de qualquer decisão, é preciso observar o seu ritmo de criação. “Não adianta querer fazer dez peças por mês se normalmente o artista leva duas semanas para finalizar uma delas”. Respeitar os próprios limites é necessário. “O importante nesse ponto é ter objetivos a serem cumpridos e se organizar para manter uma boa frequência de produção”.

4 – Como se planejar para participar dos eventos?

O primeiro ponto é entender se o evento se encaixa com a sua proposta de trabalho. Em seguida, o artista deve ir atrás de informações, descobrir os requisitos para participar, como funciona a inscrição e prazos. “Cheque as datas e busque se informar com os organizadores. Opiniões e depoimentos de outros artistas também podem ser muito úteis para definir se o seu perfil se encaixa com a atividade”.

5 – Como decidir aonde vender as obras?

O mercado de arte caminha em uma crescente e nos últimos anos surgiram diversas alternativas para comercialização de obras. “A Artluv, por exemplo, é um meio fácil e que agrega valor ao artista. Na plataforma é possível que o próprio crie o seu perfil em poucos minutos, e o processo de curadoria é feito de forma rápida, com profissionais capacitados tanto no mercado nacional como internacionalmente”, ressalta. Ateliês, feiras, galerias e exposições também são meios tradicionais para a venda.

6 – Como definir o preço da obra?

A mensuração inicial deve ser feita com base nos materiais utilizados, além dos gastos com o espaço de trabalho (o ateliê é próprio ou alugado?), bem como as contas que o mesmo demanda (água, luz, telefone, limpeza e alimentação). Em seguida, a complexidade da composição, nível de conhecimento, conceito e concepção são os fatores que devem ser levados em conta. Por fim, o histórico pessoal é a cereja do bolo na hora de precificar. “Características como recém-formados, trajetória profissional, reconhecimento no mercado, cursos, intercâmbio cultural e se o profissional é crítico de arte são utilizados na hora de valorizar a obra”. No cálculo final, Wendell orienta que 45% seja feito com base na complexidade, já que é daí que resulta as horas trabalhadas, e os outros 55% sejam divididos 30% para o material e 25% para a carreira. “Essa definição, contudo, não é uma regra, e o artista pode se valer da intuição para precificar o seu trabalho, já que cada um sabe do seu valor”, finaliza.

Fonte: Da Redação/Assessoria