Todo condomínio necessita de uma administradora e um síndico, podendo ter a opção do síndico ser um morador ou um profissional. Na hora de contratar a administradora, sendo que ambos são escolhidos pelos próprios moradores na assembleia, é preciso verificar a forma como a administração escolhida trabalha, para não ter problemas no futuro. No momento da implantação é definida também o tipo de conta bancária a ser adotada pelo empreendimento, podendo ser elas: Pool ou Individual. O problema é que, na maioria das vezes, nem mesmo o condomínio fica sabendo de que forma será custodiado o dinheiro pago mensalmente pelos inquilinos e proprietários.

A Conta Pool é aquela na qual os recursos arrecadados por diversos condomínios são depositados em uma única conta, e a administradora controla os pagamentos e os recebimentos de cada imóvel. No caso da Conta Individual, como o próprio nome já indica, é uma conta própria do condomínio, integralmente responsável por todas as movimentações. Para Thiago Ramos, Presidente da AlCONDO (Associação Interamericana de Condomínios), a diferença entre elas é clara e os pontos positivos e negativos também. A conta Pool exige uma dose dupla de atenção enquanto a individual previne muita dor de cabeça e riscos para ambas as partes.

“Para o condomínio, não existe uma única vantagem para a Conta Pool, uma vez que esta é mais difícil de controlar, já que são misturados recursos de diversos empreendimentos. Contudo, destaca-se que o condomínio com preferência pela conta compartilhada tem respaldo no Código Civil, pois se ele for lesado pode procurar a justiça e requerer o que está estipulado no contrato de prestação de serviços” finaliza Thiago.

Entretanto, o presidente da AICONDO alerta para um problema que pode ocorrer ainda muito mais grave. “Imagine que uma administradora tenha na mesma conta 100 condomínios e por um erro ou desonestidade de alguém comece a sair dinheiro ilegalmente desta conta. Automaticamente o valor de um outro condomínio será usado para pagar aquele desfalcado. E assim sucessivamente, o que pode ocasionar a conhecida “pedalada”, quando o dinheiro de um é usado para pagar o outro. Até que a conta não feche mais, pode levar meses e ocasionar um prejuízo milionário”, finaliza Thiago Ramos.

Fonte: da Redação/Assessoria