Após pouco mais de um ano de testes e pesquisas, a primeira telha fotovoltaica do Brasil está prevista para chegar ao consumidor em no máximo seis meses. Depois de ter sido aprovada pelo Inmetro, o produto passa agora por teste final de durabilidade para então começar a ser comercializado.

Por ser uma novidade no mercado nacional, em uma época aonde a geração de energia solar vem crescendo, evitando assim o uso de usinas hidrelétricas e termoelétricas, o consumidor e até mesmo o profissional da construção civil ainda se questiona sobre preço, aplicação do material e como será sua eficácia. O Home Decore conversou com o presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa, para sanar essas dúvidas. Nesse aspecto já adiantamos que a venda será diferenciada da tradicional, por quilowatt/hora e haverá algumas vantagens com o novo produto.

Precificação e comercialização

De acordo com o executivo da Eternit, ainda não foi definido o preço final, no entanto ele garante que deverá ficar abaixo das tradicionais placas fotovoltaicas com algumas vantagens. “Serão dois tipos de telhas distintas, a de concreto e de fibrocimento. Nossa intenção é dar acesso ao maior número de pessoas à tecnologia solar. Assim, estimamos que a telha de concreto fique 10% mais barata que a placa fotovoltaica e a telha de fibrocimento terá entre 20 a 30% um custo menor”, define.

As primeiras telhas a serem comercializadas serão de concreto, como explica Luís Augusto Barbosa. “Estamos realizando testes de durabilidade para garantir que as duas tecnologias somadas, da célula fotovoltaica e da telha, não tenham efeito inesperado. Num primeiro momento estimamos que a telha esteja no mercado em torno de seis meses, onde iremos comercializar em princípio para alguns clientes selecionados e acompanharemos durante um período para ter certeza que não haverá surpresa”, informa.

Uma novidade na comercialização da primeira telha fotovoltaica do País é que ela não será vendida por metro quadrado ou unidade. Segundo explicou o presidente da Eternit, a intenção é que o cliente defina o volume que vai precisar de captação de energia e a partir daí, vai adquirir a quantidade certa de telhas para gerar aquele volume de energia, ou seja, serão kits montados de acordo com o quilowatt/hora necessário.

Equipamentos

No caso do equipamento de captação e transformação da energia, chamado de inversor ou micro inversor, poderá ser usado o já existente no mercado, não havendo necessidade de algo especifico para a telha. A ideia da Eternit é vender o kit completo, ou seja, a telha e o inversor. Isso, porque existe uma classificação tributária diferente se for vendido tudo junto ou separado. “Se a pessoa adquirir, por exemplo, a telha da Eternit, o inversor de outro fabricante e o chicote também, haverá uma alíquota de imposto maior do que se comprar o kit. Nossa intenção não é a de entrar no mercado de fabricação de inversores, por isso vamos adquirir o equipamento de fabricantes no mercado para vender tudo junto e assim, fazer com o cliente pague menos imposto. Mas também nada impede que a pessoa compre somente a telha fotovoltaica”, comenta.

Geração de energia

Uma dúvida que os leitores tiveram em relação ao novo produto é sobre como será a geração de energia e esse custo. O presidente da Eternit também comentou a respeito. “Estamos acostumados a fabricar telha e não soluções energéticas. Estamos aprendendo a precificar. Me perguntam quanto vai custar o quilowatt instalado? Isso tudo é novo, não definimos ainda. Quando olhamos o custo que temos, imaginamos que ficará de 10 a 30% mais barato que a solução convencional existente. Então, você faz o seu telhado normalmente, só precisa saber quanto vai precisar de energia, por exemplo, uma telha de concreto (Tégula) gera 10 watts, a de fibrocimento 150 watts. Assim, se precisar digamos de 450 watts, colocará três telhas de fibrocimento ou 45 da Tégula”, explica.

Para se ter uma ideia, Luís Augusto explica que foi feito um cálculo em casas de aproximadamente 150 metros quadrados até casas com 600 metros, normalmente meia água de telhado resolve o problema, não havendo necessidade de usar toda área do telhado, optando pela melhor inclinação em relação ao sol.

Custo-Benefício

Luís Augusto Barbosa também esclarece em relação ao custo-benefício do novo produto, que é uma das preocupações normais, no caso de uma placa fotovoltaica o cliente terá seu retorno zerado num período de 6 a 8 anos. Enquanto que com as telhas fotovoltaicas estima-se um tempo menor, entre 3 a 5 anos, e a partir daí pagará apenas a taxa da concessionária de energia. Além disso, a Eternit já está em contato com bancos e instituições para viabilizar de maneira mais fácil a aquisição do produto para o consumidor, por meio de financiamentos subsidiados.

A Eternit Solar também está com estudos para aplicação da telha em áreas industriais, do agronegócio, como por exemplo, para aviários, confinamento de bois e suínos. Os edifícios também poderão usar a telha fotovoltaica para baratear o custo do condomínio, como já acontece com a placa em algumas edificações do Minha Casa Minha Vida.

Telha fotovoltaica de fibrocimento

Em relação à fabricação e comercialização das telhas fotovoltaicas de fibrocimento, que serão mais baratas, o presidente da Eternit esclarece que elas estão entre 3 e 6 meses atrás no cronograma do projeto, e ainda irão passar pelos testes do Inmetro para homologação. “Os testes feitos em nosso laboratório já aprovaram a nova telha. Agora, vamos aguardar os testes do órgão federal. Assim, imaginamos iniciar a comercialização desse outro tipo de telha fotovoltaica entre 12 a 18 meses”.

Vantagens

Existem algumas vantagens nesse novo sistema. Um deles é que a pessoa não precisará colocar nada acima do seu telhado, pois o próprio telhado vai fazer o papel de captar e transformar a energia. Quem já tem um telhado formado com telhas de fibrocimento da Eternit ou do concorrente, não tem problema. Por serem padronizadas, basta fazer a troca simples. Em relação à telha de concreto, só não haverá necessidade da troca do telhado, para aqueles que tenham um produto da marca Eternit, porque cada fabricante tem seu modelo.

Outra vantagem é que não haverá risco de danos à placa, por ela estar com seus componentes elétricos abaixo do telhado, internamente, diferente da placa que fica exposta às intempéries. Além disso, a telha é muito mais fácil de ser instalada. O consumidor poderá, inclusive, colocar as telhas fotovoltaicas aos poucos, de acordo com sua possibilidade financeira e ir reduzindo sua conta de energia.

Telhas Eternit

“A Eternit trabalha com telhas, a de fibrocimento, que antigamente era conhecida como amianto, e a partir de 2017 é utilizada a matéria-prima sintética, o polipropileno. Essas são fabricadas em grande volume, produzidas em média 50 mil toneladas por mês. Um segundo segmento de telhas que comercializamos é a de concreto, com a marca Tégula. É uma telha mais robusta, sofisticada e normalmente empregada em residências de médio e alto padrão, para classes A e B, enquanto que a de fibrocimento atinge as classes C e D”, define Luís Augusto Barbosa.

Placas cimentícias

O presidente da Eternit adiantou, com exclusividade, que já existe um novo projeto de ampliar o sistema de energia solar, que será por meio de placas cimentícias, que são planas e usadas como revestimentos. Luís Augusto Barbosa explicou que logo após introduzir no mercado as telhas fotovoltaicas, a Eternit Solar começa a desenvolver esse novo produto. Por ser utilizada como revestimento, a lateral de um prédio que não é utilizada e recebe a luz solar, poderá ser usada para captar a energia.

Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit

“Existem estudos com painéis e também poderá ser usada com placas cimentícias. Têm pesquisas no mundo todo sobre isso e acredito que a geração de energia distribuída é a grande solução para o futuro, com pequenas geradoras de energia limpa, como solar, eólica, para o consumo próprio. Com isso, a geração centralizada será destinada a grandes consumidores, como iluminação pública, grandes indústrias. Mas para uso doméstico, do pequeno comércio, pequena indústria, a tendência é a geração descentralizada”, conclui Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit.

Para mais informações acesso o site da Eternit Solar: https://www.eternit.com.br/solar/

Muitos leitores entraram em contato par saber como ser candidatar a ser representante da empresa no ramo de telha fotovoltaica, já o Grupo Eternit está m negociação com potenciais parceiros, clientes, investidores e distribuidores.

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Fonte: De Alberto Gonçalves