O sonho de comprar um imóvel é quase que uma constante para todo brasileiro, mas aí bate aquela dúvida: será que existe uma época melhor para fechar negócio?

Não existe sensação igual a de ter um imóvel próprio, que você possa realmente chamar de seu, não apenas por servir como moradia ou como ponto comercial, mas sim por estar registrado em seu nome.

Esse é um sonho de muitos brasileiros, já que o aluguel é uma alternativa para moradia e também para comércio, mas que se converte como uma despesa, e não necessariamente como um investimento.

Por isso, a procura por imóveis próprios sempre tende a se manter em alta, mas algo que poucas pessoas sabem é que existem épocas ainda mais favoráveis e propícias para a aquisição dessas propriedades.

Tudo depende de uma série de variáveis, que você pode imaginar que sejam demasiadamente complicadas, mas não o são: é só ter uma visão mais ampla do mercado, acompanhar os indicadores certos e fazer o melhor negócio da sua vida.

Aprenda melhor como funciona esse processo e saiba como se dar muito bem na hora de conquistar esse sonho tão grande.

Como assim, melhor época para comprar imóvel?

Se você já se fez esse tipo de pergunta, então é bem provável que já tenha procurado ou até mesmo esteja acompanhando os preços dos imóveis. Você percebeu alguma diferença nas cifras?

Aí que está o X da questão: muitas vezes, essas variações não impactam diretamente no valor em que um imóvel está sendo oferecido, embora isso possa acontecer. Existe todo um processo até a aquisição de um imóvel, e aí sim será possível ter uma visão mais clara sobre a melhor época.

Confira alguns dos principais fatores que impactam no valor que você terá que pagar no final das contas:

Taxa Selic

É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), mas não saiba muito bem como ela funciona. Não tem problema, pois você vai aprender agora.

A taxa Selic é a taxa básica de juros no Brasil, utilizada nas transações entre os bancos para financiar operações com duração diária, com lastro em títulos públicos da federação. Assim parece confuso, mas é bem simples.

Basicamente, a Selic impacta nos juros cobrados em todas as operações de crédito, desde um empréstimo com o banco, a aquisição de um cartão de crédito e também para financiamentos imobiliários, que é a parte que mais nos interessa agora.

É um efeito em cadeia: a taxa Selic diminui, os juros dos financiamentos ficam mais baixos e você paga mais barato no financiamento do seu imóvel.

Atualmente, a taxa Selic está no patamar mais baixo da história, e Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou que ela pode cair ainda mais. Isso é excelente para o mercado imobiliário, que consegue oferecer oportunidades mais vantajosas aos clientes.

Qualquer decréscimo na taxa de juros de um imóvel pode representar uma boa diferença no final das contas, já que é comum firmar contratos bem longos, de 300 ou 360 meses, ou seja, a diferença será considerável.

Aquecimento do mercado de trabalho

Quanto mais vagas de trabalho existirem, mais pessoas trabalham, mais dinheiro entra nas famílias, mais elas se sentem confiantes e, consequentemente, gastam mais. Esse efeito dominó também pode ser utilizado a seu favor.

É visível que o Brasil está em recuperação econômica. Ainda há o que melhorar, é claro, mas a situação já está muito melhor do que há dois anos, em que as vagas de emprego estavam bem escassas.

Como as pessoas estão com mais dinheiro, então as construtoras e empreiteiras se motivam a lançar novos empreendimentos, o que aumenta a oferta de imóveis e torna os preços mais competitivos, já que quem não fechar com um cliente pode perdê-lo para a concorrência.

Isso não quer dizer que o valor dos imóveis cairá pela metade, mas a concorrência é sempre bem aceita pelos consumidores. Nesse caso, o preço dos imóveis pode cair, e qualquer desconto já é muito vantajoso.

Meses do ano

Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas o mês do ano também pode influenciar no preço de um imóvel.

É bem simples: todo início de ano, é necessário pagar o IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), cujo valor pode ser um pouco salgado, principalmente em imóveis mais caros. Como toda despesa que existe, todo mundo deseja se livrar dela.

Acontece com os imóveis algo similar com os carros: o final de ano pode ser uma boa época para barganhar, já que se o negócio realmente for fechado, o novo proprietário será o responsável pelo pagamento do imposto.

Além disso, muitos imóveis residenciais e comerciais são segurados, e a cobrança também costuma ser feita no início do ano, ou então no período em que a negociação com a seguradora tiver sido feita. Próximo a esse período, também existem chances de negociar um valor melhor.

Então, os meses finais do ano podem ser melhores se você quer economizar um pouco mais. Embora não seja uma de regra, pode ser que isso te faça economizar algumas centenas (ou milhares) de reais.

Aqui também entra outro fator: no final do ano existe o 13º salário, que todo mundo conta os dias até chegar. Então, nessa época, os potenciais compradores costumam ter um valor mais alto à disposição para investir, o que aumenta seu poder financeiro.

Realize o sonho do próprio imóvel.

Como você pôde ver, essa é uma época bastante favorável para negociações imobiliárias. A taxa Selic está baixa, a confiança dos consumidores está maior, devido à maior oferta de vagas de emprego, e nada que uma boa negociação não possa fazer quanto ao IPTU e ao seguro.

Porém, ainda assim, é indispensável pesquisar muito. Afinal de contas, comprar uma casa é bem diferente de comprar uma roupa ou um sapato: é preciso estar absolutamente apaixonado pelo imóvel, já que é provável que ele te acompanhe por toda sua vida, ou quase isso.

Então, não deixe essa ótima oportunidade passar: aproveite o momento bastante favorável, pesquise entre os imóveis comerciais ou residenciais disponíveis e alcance aquele sonho que parecia estar distante, mas pode estar muito mais próximo do que você imaginava.

Fonte: Da Redação/Assessoria