Muito se houve falar em seguro de automóveis, de vida e de acidentes, porém o brasileiro desconhece as vantagens de fazer um seguro residencial. Talvez por falta de informação ou até mesmo por imaginar que esse tipo de seguro serve apenas para um acidente em que se perde a casa, ou para quem é o proprietário do imóvel. São várias as barreiras e dúvidas, e tem a ideia generalizada de que se trata de um produto caro, o que é contestado pelos executivos dessa área. Há ainda uma baixa percepção de riscos, mesmo os climáticos, e pouco conhecimento sobre o que pode ser coberto num contrato desse tipo.

Segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), no ano passado o Brasil contava com 14,5% dos domicílios cobertos por seguro residencial. Essa base representa uma expansão sobre os 13,3% de domicílios cobertos no ano anterior. Foram cerca de 800 mil novos contratos no período.

O Home Decore, conversou com o corretor de seguros Gustavo Corrêa Bezerra de Araújo, sócio-administrador da empresa Bezerra de Araújo Corretora de Seguros sobre quais são as vantagens em se fazer um seguro para a residência e porque as pessoas evitam esse tipo de seguro. Isso pode ser resumido na falta de conhecimento sobre tudo que abrange um seguro residencial, segundo o executivo. “Muitas vezes venderam mal o produto, e tudo aquilo que mal vendido estraga e o seguro residencial sofreu com isso”, diz referindo-se a seguros oferecidos por instituições financeiras e não seguradoras. A diferença, conforme explicou o corretor, é que essas instituições, como bancos, vendem conforme a meta da instituição, enquanto que o corretor vende o produto de acordo com a necessidade do cliente.

O seguro residencial começou como uma cobertura básica e foi sendo ampliado, com pane elétrica, vendaval, responsabilidade civil, que significa, por exemplo, o cachorro que mordeu o vizinho, uma telha que soltou e atingiu alguém, uma criança que derrubou a prateleira no shopping. “E foi ampliando ainda mais, com itens como rompimento de tubulação, perda de pagamento de aluguel, o que significa que o imóvel ficou inabitável por algum sinistro, paga-se um aluguel de um imóvel novo até chegar às grandes assistências, que tem o apelido e Seguro Marido. Neste caso, brinco com as clientes dizendo para guardar o marido para funções mais nobres, porque as outras funções a Porto Seguro faz”, diz brincando.

O executivo da corretora de seguros lembra ainda sobre os acidentes domésticos, como vazamentos, onde a seguradora vai prestar esse serviço sem custo, com um profissional qualificado, uniformizado e com identificação. Não sendo preciso ter dor de cabeça de procurar um profissional para executar o serviço. “Nesse tipo serviço de assistência tem um leque de opções que as pessoas nem imaginam como, conserto de fogão, troca de cortina, troca de chuveiro elétrico, conserto de geladeira e por ai”, conclui.

Valor compensador

As pessoas normalmente pensam no custo do seguro. Segundo explicou Gustavo, um seguro residencial de uma casa de classe média gira perto de pouco mais de R$ 1 mil por ano. “Vejamos quanto custa para limpar a caixa d’água, uns R$ 200, limpeza do ar-condicionado, etc. Então, no final compensa o seguro” resume.

Um fator que muitas pessoas não sabem é que podem ser feitos seguro dos móveis e aparelhos eletrônicos, alguns com coberturas de furto, já que implica num possível desleixo, mas na questão de roubo todo seguro cobre. “Um exemplo simples é o roubo, por exemplo, de um vídeo game, o preço do equipamento digamos hipoteticamente que seja R$ 1.000. Com o desgaste de uso de 20%, o proprietário recebe da seguradora o valor de R$ 800. Porém, se ele usar esse reembolso para repor aquele bem e apresentar o comprovante fiscal, a seguradora devolve a diferença. Muitas pessoas desconhecem esse fato que é a recomposição de patrimônio”.

Para que esse tipo de seguro seja feito, o corretor conversa com o cliente e verifica a necessidade de cada um, para saber qual o melhor tipo de seguro que vai atender naquele momento. Os valores que encarecem um seguro, independente do valor do imóvel, são as coberturas de roubo, dano elétrico, vendaval e assistências, mas tudo é conversado entre as partes e explicado como funciona.

Corretor orienta

Tem uma cobertura onde a Porto Seguro é a única que oferece: o seguro da bicicleta. Além disso, também pode ser feito seguro de alguns itens pela internet, como de celular. Para conhecer melhor e fazer o seguro acesse aqui.

Uma situação lembrada por Gustavo é para a pessoa que mora de aluguel. Nestes casos, o seguro é fundamental, pois se acontecer um imprevisto com o imóvel, ele terá de entregar a casa ao proprietário como ele a recebeu. Dessa maneira, o inquilino tem de fazer o seguro dele com causa beneficiária ao proprietário, porque senão, se o imóvel pegar fogo, por exemplo, o inquilino vai ser ressarcido de seus bens em seu seguro, mas o proprietário não, e caberá ao inquilino devolver a casa como alugou. Essa situação o corretor explica e define na hora de fazer o seguro.

A Porto Seguro foi uma das pioneiras na oferta de serviços de assistência 24 horas como uma forma de tornar o seguro residencial mais atrativo. “Essa iniciativa foi determinante, hoje o seguro residencial é o segundo mais abordado pelos clientes”, afirmou Jarbas Medeiros, superintendente de Ramos Elementares da Porto Seguro. Na sua avaliação, essa investida também merece destaque por ser aquela que leva a marca da empresa “para dentro da casa do cliente” favorecendo uma relação mais próxima e propícia a novos negócios. Mas era preciso ir além. A empresa decidiu, por exemplo, oferecer cobertura para casas de veraneio em qualquer lugar do Brasil. “É a casa que fica mais tempo desocupada e que não tinha oferta adequada de seguros no mercado”, observou Medeiros. Também criou produtos específicos para apartamentos, mesmo para aqueles ocupados por inquilinos.

E há dois anos se voltou ainda para outro segmento, o público de maior poder aquisitivo com necessidades específicas de cobertura. Foi criado o seguro residência Premium que oferece coberturas variadas, de danos a jardim e projetos paisagísticos a joias e obras de arte. “Nós sentimos que havia uma demanda grande nessa área”, disse Medeiros.

Alberto Gonçalves/Home Decore