Você sabe o que é pé-direito? O termo é usado para denominar a altura entre o piso e o teto do ambiente. “Normalmente, o usual é entre 2,50 e 2,60 m e, no caso de um pé-direito duplo, ele alcança o dobro dessa altura, a partir de 5 m”, explica a arquiteta Karina Korn, do escritório Karina Korn Arquitetura. Ao investir no pé-direito duplo a ideia é conquistar maior amplitude visual ao projeto. “Quanto mais alto, mais agradável fica o ambiente. O pé-direito não só oferece um espaço maior, como há melhor circulação de ar e entrada de luz natural”, completa a profissional.

Karina Korn assina projeto de interiores deste apartamento com pé-direito de 5 m | Foto: Eduardo Pozella

Porém, para garantir essa sensação é preciso levar outros pontos em consideração. “O pé-direito duplo pode deixar o ambiente desproporcional, caso você tenha a largura menor do que a altura. Nesses casos, recomendo dividir visualmente o pé-direito em dois trechos. Da metade para cima, vale criar um tipo de parede diferente ou um mural de quadros, por exemplo”, fala Karina. Só convém tomar cuidado nas imagens dos quadros escolhidos, pois eles costumam ficar muito no alto e, mesmo assim, devem ser visualizados com facilidade. “Não dá para colocar um porta-retrato, pois não condiz com o tamanho do ambiente. É preciso investir em peças maiores, como esculturas ou obras de arte”, complementa.

Outra dúvida comum em relação aos pés-direitos duplos é sobre a escolha de cortina ou persiana. “Evito ao máximo usar uma cortina ou persiana pequena, que só cubra a janela. Gosto de vestir toda a parede, como se fosse a cortina de um palco”, argumenta Karina Korn. Outra sugestão é a persiana rolô, um tipo de tela solar que cobrirá o vão de alto a baixo. No entanto, a altura da janela dificulta erguer e baixar a persiana por conta do peso. Neste caso, se faz necessário investir em um sistema motorizado, capaz de aguentar o peso e facilitar o manuseio.

A iluminação também é importante para ambientes com pé-direito duplo. Em áreas de uso social, como hall de entrada, sala de estar ou jantar, grandes lustres são indicados para que o local seja valorizado e tenha o toque especial necessário. “Além dessa luz central, pequenas luminárias com focos distribuídos no local podem ser inseridas de forma complementar, para que quadros, paredes verdes, esculturas, revestimentos, circulação, entre outros, ganhem destaque e sejam enaltecidos”, revela Gabriela Yokota, da Yamamura, especialista em iluminação.

Para que cada objeto seja evidenciado da melhor forma, é importante pensarmos no efeito da luz. “O uso de lâmpadas AR-111, com o foco bastante cenográfico, oferece uma luz bem concentrada e de contraste forte com a sombra, ideal para destacar algum objeto específico ou a própria circulação. Já as lâmpadas PAR30 e PAR38 garantem um efeito de iluminação mais geral no espaço, boa opção para substituir os grandes lustres”, finaliza Gabriela, da Yamamura.

Papel de parede e revestimentos em 3D revestem e valorizam as paredes do dúplex com pé-direito duplo neste projeto da arquiteta Karina Korn | Fotos: Eduardo Pozella

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Fonte: Da Redação/Assessoria