Com o isolamento social causado pelo Covid-19 e as escolas sem aulas presenciais, estudar em casa todos os dias virou uma rotina inesperada. Mas nem por isso deve-se abrir mão do conforto necessário para as crianças se concentrarem e passarem horas dedicadas às lições. Acertar nas dimensões da bancada e na escolha da cadeira ideal são apenas alguns cuidados sugeridos pela arquiteta Karina Korn, à frente do escritório que leva o seu nome, que reuniu mais algumas orientações preciosas para este novo momento das crianças e dos adolescentes.

Contígua ao móvel, a bancada de estudos pode ficar escondida quando não está em uso. Boa ideia para otimizar o espaço no quarto do menino | Fotos: Eduardo Pozella

Quem tem criança sabe que qualquer dificuldade pode ser um motivo para não querer estudar e, por isso, é preciso investir em móveis que tornem o espaço mais agradável e estimule esse momento, além de um ambiente que ofereça tranquilidade e boa acústica. A altura da bancada, por exemplo, deve ser adequada ao tamanho da criança, para que a coluna fique ereta durante o uso. “Em caso de móveis planejados, uma opção bacana é investir em um tampo que possa ser colocado em diferentes alturas, acompanhando as diferentes fases da criança”, diz Karina. A mesa de estudo deve ter, no mínimo, 80 cm de largura e 50 cm de profundidade, medida ideal para apoiar todos os objetos, além de oferecer área suficiente para abrir e movimentar computador, livros e cadernos.

É preciso acertar ainda na altura da mesa de estudos, que para os pequenos de até sete anos, recomenda-se até 65 cm de altura. Crianças maiores, incluindo adolescentes e adultos, vale adotar entre 73 e 83 cm. “Se colocarmos um padrão, procuro sempre investir em mesas de 76 cm de altura, que acaba sendo ideal para que a criança e adolescente use por muito tempo. Vale também fazer uma mesa inferior com 65 cm de altura como apoio para crianças menores”, explica Karina.

Sob medida, a bancada foi pensada na altura certa do morador. Karina Korn apostou numa cadeira com encosto alto e de rodinhas, perfeita para acompanhar o crescimento garantir a saúde e bem-estar da criança | Foto: Celina Germer

A seleção da cadeira também deve ser adequada ao tamanho dos pequenos, lembrando que as pernas precisam ficar em um ângulo de 90º. Por isso, escolha modelos que permitam o ajuste de altura, permitindo que o móvel atenda a criança por muitos anos e até mesmo se adeque a irmãos de diferentes idades. “Prefira também peças estofadas e com braços, proporcionando total conforto durante os momentos de estudo”, fala a arquiteta.

Para o quarto desses irmãos a ideia foi utilizar uma única bancada de estudos dividida pelo gaveteiro, assim cada um sabe o seu espaço | Foto: Celina Germer

Quem usa computadores deve levar em conta a altura do monitor, que precisa ficar abaixo de eixo visual horizontal para que as costas não fiquem curvadas. Dica: a distância mínima entre os olhos e a tela dever ser de um braço, já o teclado e o mouse devem ser alinhados aos cotovelos. “Todo esse cuidado é ainda mais importante com as crianças, que estão na fase de crescimento e podem desenvolver problemas como a escoliose”, revela Karina Korn, que também sugere suporte de tela para computador, caso seja necessário.

Karina Korn Arquitetura

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