Não é novidade que os revestimentos são muito especiais na decoração e mudam completamente o visual da casa. Com tantas opções no mercado, muitos moradores ficam em dúvida de qual modelo escolher. Por isso, o arquiteto Bruno Moraes, do escritório Bruno Moraes Arquitetura, com ampla experiência em projetos residenciais, traz dicas e inspirações sobre revestimentos hexagonais, peças versáteis que atualmente são tendência e tornam os ambientes muito mais modernos. Confira!

Revestimentos hexagonais cimentícios, da marca Solarium, aplicados na cozinha de estilo industrial projetada pelo escritório Bruno Moraes Arquitetura | Crédito da foto: Luis Gomes

Formato

O revestimento hexagonal possui um formato diferenciado em relação aos modelos tradicionais de mercado (quadrados ou retangulares), fato que muda completamente a sua apresentação em pisos e paredes, ao criar um efeito visual semelhante a uma colmeia. Um de seus pontos fortes é a versatilidade. De acordo com Bruno, “para realizar a transição de um revestimento para outro de forma orgânica, o hexagonal se harmoniza com mais facilidade que os outros”.

Revestimentos hexagonais cimentícios na decoração de um “banheiro spa” com ofurô. Ao mesmo tempo que criam contraste, a madeira e o concreto se complementam, no projeto de Bruno Moraes | Crédito da foto: Luis Gomes

Materiais

Os revestimentos hexagonais são produzidos em diversos materiais, sendo possível realizar diversas combinações entre eles. É possível encontrá-los em pastilhas de vidro ou de cerâmica, além de revestimentos cerâmicos e cimentícios em geral (esses últimos em especial, considerados muito resistentes e de ótima durabilidade).

Detalhes da cozinha com mini barzinho que recebeu revestimentos hexagonais cimentícios da marca Solarium, projeto de Bruno Moraes Arquitetura | Crédito das fotos: Luis Gomes

Melhores Espaços

“Muito utilizado em banheiros e cozinhas, o hexagonal pode ser aplicado em toda a casa, não há uma regra. Para ser ter uma ideia, eu já usei na sala de estar e o resultado ficou ótimo”, explica Bruno. Dessa forma, é preciso combinar as peças com os demais elementos da decoração e ficar atento a alguns detalhes importantes. Os cimentícios, por exemplo, costumam ser mais foscos se comparados com as pastilhas e os cerâmicos, portanto essas características são essenciais na hora de escolher o modelo.

Ambientes Pequenos

Para cômodos menores e mais apertados, o ideal é evitar tonalidades mais escuras ou composições de muitas cores (formando um degradê), pois corre o risco de resultar uma sensação de diminuição do ambiente. Para quem não quer arriscar, a dica é instalar tonalidades mais claras ou neutras, como o cinza, branco ou bege.

Sala de almoço assinada por Bruno Moraes, com dois revestimentos hexagonais de 22,6 cm, nos modelos Sirius e Rigel, da Cerâmica Atlas | Crédito da foto: Luis Gomes

Combinação de Materiais

“É possível misturar materiais diferentes e criar um efeito belíssimo, como se um revestimento se misturasse com o outro”, conta Bruno. “Como por exemplo, um assoalho de madeira que se transforma em um revestimento hexagonal. É interessante criar esta transição de forma orgânica e não uma divisão em linha reta, em que de um lado termina um revestimento e então outro começa de forma milimétrica”, finaliza.

Outra ideia indicada pelo arquiteto é misturar tonalidades diferentes, gerando uma transição de cores da mais escura para a mais clara. Para isso, a dica é desenhar ou simular no chão como ficará este degradê antes de instalá-lo na parede ou piso, de forma a não se arrepender depois.

Atenção: Na hora de misturar materiais diferentes, um dos detalhes fundamentais é verificar se os materiais têm espessuras diferentes. Caso tenham, será necessário nivelar os revestimentos por cima, preenchendo o contra piso para não formar um desnível entre a mudança de um material para outro, a fim de evitar acidentes.

Da esq. para a dir. Modelos da Atlas – Pastilhas hexagonais de porcelana no modelo Inox (2.65 cm) e Revestimentos hexagonais
de porcelana (22,6 cm) nos modelos Merlot, Lepus e Magma | Divulgação Atlas

Aplicação / Instalação

A instalação será diferente e de acordo com o material escolhido para o revestimento hexagonal. “No caso das pastilhas ou azulejos, após o assentamento, costumo aplicar o rejunte. Quando escolhido para áreas molhadas, esse rejunte deve ser de acrílico ou epóxi para proteger contra a umidade”, explica Bruno.

Dentro do universo de revestimentos cimentícios, é preciso ter uma atenção especial com os ladrilhos hidráulicos, que agregam vantagens e cuidados. Durante sua instalação, é preciso protegê-lo do rejunte ou da argamassa do assentamento, pois o material pode manchar nesse estágio. Mas tudo isso vale a pena, em razão da durabilidade e beleza desse material. Apesar de parecer delicado, o ladrilho é extremamente forte.

Bruno Moraes Arquitetura

(11) 2062-6423
www.brunomoraesarquitetura.com.br
@brunomoraesarquitetura

Fonte: Da Redação/Assessoria