A pandemia de coronavírus está forçando empresas e pessoas a fazer adaptações em seus negócios e em suas rotinas. O isolamento trouxe a necessidade de comprar produtos online, ficar longe de amigos e parentes, além, é claro, de fazer home office. Esta prática era adotada por apenas algumas empresas e, de repente, se tornou necessária para a sobrevivência de muitos negócios.

“Temos uma grande oportunidade de repensarmos nossos hábitos cotidianos. A situação atual colocou a todos nós uma imposição de trabalho que antes era flexibilizada por determinação de cada empresa. Havia muita discussão sobre como o home office afetaria a produtividade das pessoas. De certa forma, o que temos observado é que a produtividade aumentou”, acredita Douglas Enoki, gerente de arquitetura da IT’S Informov.

Para a realização do home office foi necessário fazer uma série de adaptações. As empresas que já haviam investido em tecnologias para o trabalho remoto saíram na frente. Já os colaboradores tiveram que adaptar suas rotinas e criar espaços próprios para desenvolver o trabalho. “Foi uma adaptação unanime, onde todo mundo teve que organizar a casa para poder trabalhar durante esse período. Outro ponto muito importante foi que descobrimos que a tecnologia está totalmente a nosso favor e para nos ajudar”, observa a arquiteta e designer de interiores Thaisa Bohrer.

Douglas Enoki acredita que as empresas deverão repensar a forma de trabalho, dependendo de suas modalidades de negócios. De acordo com projeção da Fundação Getúlio Vargas, o número de empresas que adotará o trabalho remoto após a pandemia deverá crescer 30%. “Em uma cidade caótica como São Paulo, ter a flexibilidade de horário e/ou de lugar traria inúmeros benefícios sem a perda de produtividade. Mas entendo que isso tem que ser uma política amadurecida pela empresa para que o trabalho remoto seja de fato efetivo”, diz o arquiteto.

Ruth Vallada, diretora comercial da Clássica Design, concorda: “Os espaços para trabalho remoto provavelmente terão mais destaque. Mas penso que nossa cultura ainda não está preparada para o trabalho em home office. Vejo esta tendência para um futuro próximo”.

Com o crescimento desta modalidade, os projetos de casas e escritórios devem mudar. Douglas defende que as áreas colaborativas devem ganhar ainda mais espaço, reforçando uma tendência que já vem crescendo. Assim, os colaboradores poderão se reunir no escritório apenas esporadicamente. Como consequência, as áreas de staff, mesas fixas, podem sofrer uma redução. Mas, naturalmente, isto dependerá de cada empresa e de suas políticas de trabalho.

Nas casas, a criação de espaços adequados para o trabalho deve crescer. Isso inclui a utilização de móveis adequados, como cadeiras e escrivaninhas, além de iluminação e acústica próprias. As pessoas devem passar a se preocupar mais com seus home offices, procurando tornar estes ambientes confortáveis e convidativos, com o uso de objetos decorativos e artigos que atendam seus gostos.

“Acredito que, mais do que nunca, as pessoas estão em busca de novidades, querem ter na sua casa coisas que te trazem conforto. Neste momento triste que estamos vivendo, eu acho que precisamos tirar forças de algumas situações, para sairmos fortalecidos. Levando com bom humor tudo isso que está acontecendo. Tem momentos que não tem o que fazer, temos que refletir e pensar que tudo vai ficar bem”, conclui Thaisa.

Fonte: Da Redação/Assessoria