Uma casa para chamar de lar é um desejo que faz parte da essência do ser humano e, conforme estudo, de 2018, da empresa MindMiners , realizado com 1.000 brasileiros de faixa etária de 18 a 41 anos, 41% dos brasileiros entre toda as classes, ainda sonham com a casa própria. Porém poucos entendem a diferença que um arquiteto pode fazer na hora de tornar esse sonho realidade.

No Brasil, ainda existe uma concepção de que projetos arquitetônicos só servem aqueles que possuem uma condição financeira maior. Esse problema que, aos poucos, está sendo combatido, se deve à falta de conhecimento do verdadeiro trabalho desse profissional. Sendo arquiteto e sócio da InstaCasa , que surgiu com o objetivo de ajudar as pessoas a visualizarem a casa dos seus sonhos no momento da compra do lote, entendo a contribuição social da arquitetura na vida do morador: o profissional pode contribuir bastante para a qualificação a partir de diversas ações do seu dia-a-dia, sendo a mais óbvia delas, a qualificação dos espaços de moradia.

A arquitetura não deve ser vista apenas como arte. A funcionalidade de um projeto contribui para que o ambiente flua de acordo com a necessidade de cada indivíduo. A arquitetura funcional faz com que a construção englobe as necessidades dos moradores, dando a praticidade e ergonomia que eles precisam.

Quando se projeta uma casa, não existe somente a estética do espaço. Há, também, a análise da luz natural, ventilação, circulação das pessoas, sustentabilidade ambiental, entre outros fatores técnicos que influenciam diretamente a qualidade de vida daqueles que ali irão morar. Projetar e conceber edificação com qualidades arquitetônicas relevantes faz diferença na vida das pessoas. Uma casa bem projetada pode influenciar na rotina e nas relações interpessoais dos ocupantes, que englobam mudanças de humor, ansiedade e até mesmo a saúde.

A arquitetura também contribui culturalmente com o povo. É possível colaborar em diversas escalas de atuação para melhorar o cenário cultural de uma determinada região. Uma casa de qualidade, uma praça no bairro, o plano diretor da cidade, são fatores que influenciam na qualidade de vida das pessoas.

Vale citar, também, a segurança de ter um responsável técnico pela edificação, pois assim surge a certeza de que o morador está habitando uma área construída em acordo às normas técnicas e de segurança de cada região. Essa questão é primordial na hora de decidir contratar um arquiteto. Se comparar o preço da construção de um “puxadinho”, sem qualquer supervisão e que poderá trazer inúmeros problemas, além de gastos imensuráveis de correção, com o preço cobrado pelo projeto, fica claro que existe uma vantagem em contar com profissionais da área.

Um projeto arquitetônico bem planejado resolve as problemáticas do local e também garante a diminuição do custo final da construção. O arquiteto pode, inclusive, fazer com que os moradores economizem com energia elétrica, pois o correto posicionamento da casa em um lote é capaz de trazer melhor circulação de ar, diminuindo o uso de aparelhos de ar-condicionado e de ventiladores, além de excluir a necessidade do uso de lâmpadas durante o dia.

Com o resultado final, o usuário terá um ambiente pensado para atender a realidade vivida por ele, justamente porque é isso que o arquiteto deve fazer: adaptar-se ao dia-a-dia do comprador para melhorar a organização e a dinâmica da casa para um lar mais confortável e que faça mais sentido dentro da realidade tão sonhada pelo morador.

Mauricio Carrer, fundador e CEO da InstaCasa

Sobre o autor: Mauricio F. Carrer, é arquiteto formado pela USP, pós graduado em Administração pela FGV e possui MBA em finanças pela FIA. Atua há mais de 10 anos no mercado imobiliário com passagem por algumas das principais empresas do setor de incorporação e desenvolvimento urbano do país. É fundador e CEO da Construtech InstaCasa que atua no mercado de loteamentos. Também é fundador da fintech Glebba Investimentos e da Construtech Concessus.

Fonte: Da Redação/Assessoria