Tinta, papel de parede, adesivos, quadros e pôsteres são alguns dos elementos muito usados para dar um colorido nos ambientes. Entretanto, quando o assunto é fugir do comum, os revestimentos coloridos assumem, cada vez mais, uma posição de destaque nos projetos de arquitetura de interiores. Com a diversidade de opções ofertadas no mercado e o olhar preciso de um profissional de arquitetura, o material é perfeito para expor a personalidade e o estilo dos moradores nas paredes e pisos.

No banheiro, a arquiteta Marina Carvalho apostou na tendência do hexagonal em uma combinação de branco, cinza e rosa antigo | Foto: Evelyn Müller

“Revestimentos cerâmicos e ladrilhos hidráulicos com padronagens, desenhos, texturas, formatos e figuras geométricas diferentes permitem a criação de inúmeras possibilidades de aplicações que trazem alegria a qualquer espaço”, afirma a arquiteta Marina Carvalho, à frente do escritório que leva o seu nome. Ao optar por esse tipo de revestimento, o segredo é trabalhar o equilíbrio para evitar que o décor fique exagerado e pesado.

Para quem ficou interessado, a profissional reuniu dicas essenciais. Confira a seguir!

1) Estampas e desenhos que combinem com o estilo de decoração do projeto:

Nesse cantinho do café na varanda do imóvel, o azulejo com um suave toque geométrico revestiu as paredes, oferecendo movimento. A marcenaria e o piso contribuíram para o seu destaque | Projeto: Marina Carvalho | Foto: Evelyn Müller

Antes de escolher a cerâmica ou o ladrilho hidráulico que será aplicado no cômodo, é necessário observar o estilo dos demais ambientes. Do contrário, o local poderá transmitir uma mensagem de excesso com elementos que não conversam entre si.

“Sempre recomendo eleger uma área para destacar. Se, por exemplo, a marcenaria e o piso forem lisos, aplique nas paredes. Mas caso a preferência seja por realçar o piso, as superfícies das paredes devem ser neutras”, aconselha Marina Carvalho. Além disso, definir um visual ajuda na harmonia. O retrô pede uma cerâmica vintage, enquanto ambientes mais modernos e descolados podem receber estampas coloridas e figuras geométricas.

2) Projeto 3D:

Nessa varanda, a parede em tons de azul fez presentes no desenho geométrico resultaram em um suave contraste com a marcenaria e o piso, ambos neutros | Projeto: Marina Carvalho | Foto: Evelyn Müller

A fim de assegurar que o revestimento escolhido fique agradável, a arquiteta ressalta a importância de testar as opções em um projeto 3D. Dessa forma, os moradores podem visualizar melhor o resultado e sentirem-se mais seguros com a decisão final. Outro recurso interessante que ajuda nesse processo é a realidade virtual. Nela, o cliente consegue ‘caminhar’ pela sua residência, observando tudo antes da execução, através de um aplicativo.

“A dica é sempre dosar. Se você tem uma parede colorida, com muita informação, é preciso economizar no resto. Aplicar estampa em piso, parede e marcenaria, ficará over. Menos é mais”, recomenda a profissional.

3) Cantinhos coloridos:

Em ambientes muito frequentados como a cozinha e o banheiro, a atenção deve ser redobrada. Os revestimentos estampados, seja cerâmica ou ladrilho, podem ser aplicados com parcimônia para não cansar. Atrás da mesa de jantar, no backsplash da cozinha, na varanda e parede do box são algumas das possibilidades. Balanceando os elementos, esses locais ficarão agradáveis e convidativos.

4) Cuidados com o ladrilho hidráulico:

Os ladrilhos hidráulicos transformaram esses ambientes. Por ser um revestimento artesanal feito um a um, é possível escolher as nuances e as estampas dele | Projeto: Marina Carvalho | Foto: Evelyn Müller

Dentre os materiais mais usados como revestimento, sobretudo de área molhada, está o ladrilho hidráulico. Por ser artesanal, a peça oferece inúmeras possibilidades de desenhos e cores. Além disso, pode ser aplicada em pisos e paredes, respeitando as medidas de cada espaço. Entretanto, é necessário ter cuidado na sua instalação, como explica a arquiteta Marina Carvalho. “O contrapiso precisa estar muito seco para fazer a colocação desses ladrilhos. Isso evita que a água fique presa embaixo do material, manchando a pedra”.

O processo inclui o emprego de uma argamassa específica. Depois disso, o ideal é esperar pelo menos uma semana para que a umidade evapore antes de colocar a resina. Passando a primeira demão da substância, é a hora do rejunte e a limpeza vem logo em seguida. Ao final da obra, aplica-se a última camada de resina para selar a superfície, normalmente porosa. O resultado será um aspecto mais acetinado e com alta durabilidade.

Sobre a arquiteta Marina Carvalho

Graduada pela faculdade de Arquitetura e Urbanismo, com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos na Fundação Getúlio Vargas, no início de sua carreira, Marina de trabalhou no Estúdio Penha, e, posteriormente, com Arthur Casas, onde ocupou por muitos anos um cargo de coordenadora em uma das maiores incorporadoras da América Latina. Esta etapa foi importante em sua carreira pois lhe deu a percepção de que sua verdadeira realização só viria quando pudesse levar às pessoas tudo em que eu acreditava.

A decisão de montar seu próprio escritório aconteceu após passar uma temporada morando em Londres, o que aumentou sua inquietude. Marina, que cumula cursos em seu currículo, entre eles, o técnico de Design de Interiores do Senac, entre outros (iluminação, fotografia, paisagismo, cenografia), optou pela liberdade de fazer aquilo em que acreditava por meio de um projeto autoral.

Atualmente a arquiteta trabalha no escritório que leva o seu nome, Marina Carvalho Arquitetura. Para ela, perceber nos olhos do cliente o sentimento de alegria e satisfação no dia da entrega é o que a faz acordar feliz todos os dias.

www.marinacarvalho.com

(11) 4324-4555

@marina.carvalho.arquiteta

Fonte: Da Redação/Assessoria