A decoração da casa reflete a personalidade de uma pessoa ou família. Quando se fala em “vestir” a casa, nos referimos aos tecidos escolhidos para a decoração do imóvel, com suas diversas combinações de cores, estampas e texturas.

Como a sala de estar é o cartão de visita de um lar, a premissa do projeto é sempre deixá-la receptiva, aconchegante e com muita identidade.

Pensando nisso, a designer de interiores Giseli Koraicho, do escritório Infinity Spaces, revela dicas para compor os tecidos com harmonia e coerência.

1 – Por onde começar

A profissional sempre indica iniciar a partir da definição de cores das peças maiores – aquelas que marcam maior presença e que não serão trocadas com tanta frequência, como o sofá e as poltronas. Em seguida, pode-se escolher os itens complementares, como almofadas, cortinas, tapetes e mantas. “Ao adotar um tecido de cor mais neutra para o sofá, o morador tem a liberdade de brincar com acessórios menores de tons mais vivos e que podem ser trocados com facilidade”, revela Giseli.

2 – Combinação de cores

O sofá em tecido liso e tom neutro acompanha as almofadas estampadas, já a cortina cinza claro traz fluidez e conforto a sala de TV. O tapete finaliza a composição com a estampa geométrica preta e branca/Projeto Infinity Spaces/Foto Eder Bruscagin

A importância das tonalidades para qualquer ambiente está relacionada à criação da identidade visual. Em um estilo mais clean, os tons claros e pastel são bastante indicados. Para um décor mais intimista, cores neutras e quentes são as preferidas; a pegada mais industrial tem tons frios e acinzentados enquanto que para espaços mais descontraídos, as pitadas de cores são essenciais.

As cores dos tecidos devem fazer parte da paleta escolhida para a decoração da casa, o que facilita as combinações. “Dessa forma o resultado fica coerente e harmônico”, completa a designer de interiores.

3 – E as estampas?

Os tecidos deste espaço são claros e remetem a leveza, como o couro branco do sofá. A cortina branca emoldura a vista sem sobrecarregar o espaço. As almofadas e o tapete trazem as cores, texturas e estampas diferenciadas para o ambiente/Projeto Infinity Spaces/Foto: Klugmann

A mistura delas é permitida desde que conversem entre si dentro dos quesitos de cores, padronagens e estilo. Para evitar erros, o caminho é sempre determinar um padrão principal e, a partir dele, completar com os demais. “As listras são mais que indicadas porque são consideradas uma estampa neutra e combinam com qualquer outra”, conta Giseli.

Uma boa maneira de compor os desenhos é variar as escalas de cores de um mesmo padrão e também intercalar com tecidos lisos. As padronagens podem ser associadas entre si, como geométricas, orgânicas e florais, desde que sigam as mesmas cores e não haja excessos.

As estampas recomendadas para cada ambiente variam de acordo com a proposta escolhida. As estampas florais, por exemplo, combinam com as decorações mais clássicas, provençais e românticas, enquanto as geométricas ornam muito bem com o estilo moderno ou minimalista.

4 – Texturas

O sofá e o pufe possuem um tecido claro e liso em suede, as almofadas acompanham o mesmo tecido, mas trazendo cores mais sóbrias. A manta apoiada no pufe traz aconchego e contraste de texturas. O tecido em linho da cortina no fornece leveza e segue a paleta de cores da decoração. O tapete, também em tom neutro, reforça o equilíbrio da composição/Projeto Infinity Spaces/Foto: Eder Bruscagin

Além das estampas, explorar as texturas dos tecidos é uma boa forma de complementar a decoração. Tecidos como suede, algodão e veludo são mais aconchegantes e passam conforto. A seda, o couro e o linho apresentam um toque de sofisticação e elegância. E as opções que têm relevo, como as de pelo ou tricô, podem agregar um toque diferente ao ambiente, com mais personalidade.

Infinity Spaces Arquitetura e Interiores
Designer de Interiores Giseli Koraicho

(11) 3736-8600
www.infinityspaces.com
@infinityspacesarqdesign

Fonte: Da Redação/Assessoria