Até um tempo atrás, o jardim não tinha nenhuma criança correndo pela grama, mas a preocupação com o bem-estar, se faz necessário realizar algumas adaptações, para garantir não só a segurança dos baixinhos, como o convívio e contato com plantas e flores.

Para os amantes da natureza, ter um cantinho especial em casa, seja para cultivo ou relaxamento, é muito importante. As crianças são curiosas, adoram as descobertas, mexer nas folhagens, regar as plantas ou só observar o caminho das formigas.

As crianças estão sempre atrás de novidades e aos poucos vão criando hábitos, que faz parte do desenvolvimento humano, mexer em tudo e colocar na boca, principalmente o que não devem. Por isso é importante alertar e mostrar para as crianças o que podem ou não fazer no jardim.

O essencial é não ter plantas que possam ser prejudiciais para a saúde, mas que incentive no crescimento e desenvolvimento como ser humano que preza e admira a mãe natureza. Por isto, selecionamos 6 dicas infalíveis, baseadas nas modificações da arquiteta Elaine Alberico, após a vinda do seu primeiro filho, em prol da sua segurança e lazer.

Confira as dicas para tornar seu jardim seguro e agradável aos seus filhos e que não os impeçam de curtir as atividades ao ar livre em casa. E que também valem aos playgrounds para quem mora em apartamento. Vamos lá:

1ª DICA

Em primeiro lugar, é importante a troca de vegetação tóxica do jardim, como comigo-ninguém-pode, mamona, trombeta de anjo, margarida, hortência, antúrio, copo-de-leite entre outros, ou até as plantas que soltam aquele líquido branco quando arrancadas pelo caule, a seiva leitosa, como a folhagem vermelha do bico de papagaio, muito comum em época de Natal. “Pedimos atenção especial para algumas plantas, por motivos óbvios, a criança está na fase de descobertas e pode ingerir, passar na boca ou nos olhos e se contaminar, podendo causar intoxicação, irritação ou algum tipo de lesão”, conta a profissional.

2ª DICA

As ervas e hortaliças são ótimas opções para se plantar no jardim ou se cultivar em cachepôs. Além de serem de baixa manutenção, possuem cheiros e texturas diferentes, aguçando os sentidos da criança. As frutíferas também são ótimas opções. E o mais divertido, a criança pode interagir com a família quando o assunto for utilizar estes temperos no almoço de domingo ou comer a fruta no pé, por exemplo. “Crianças que cultivam seus próprios alimentos são mais propensas a comer frutas e vegetais e têm mais chances de ter hábitos alimentares saudáveis por toda a vida”.

3ª DICA

Evitar plantas com folhas pontiagudas e caules com espinhos, pois podem ser vilões no jardim de casa, como por exemplo cicas, pândanos, limoeiro e roseiras. “Tenho três cachorros em casa, mas eles chegaram muito novos, então estão adaptados ao local, a desviar destas armadilhas. Por conta do meu filho, foi necessário fazer algumas adaptações, como colocar uma redoma de proteção (tela plástica) nestas plantas e algumas substituições”.

4ª DICA

Evitar plantas que atraiam muitos insetos, como abelhas e formigas, para se evitar picadas acidentais na criança, principalmente as que têm alergia, pois um momento de diversão pode se tornar um problema grave de saúde.

5ª DICA

Agregar elementos que a criança possa interagir com o universo do jardim, além de favorecer o seu desenvolvimento, torna este momento de contato com a natureza muito mais divertido. “Em casa, por exemplo, temos um espaço dos ‘piu piu’, onde mantemos uma gaiola aberta em um galho seco de árvore, com água e frutas trocadas constantemente. Brincar com a natureza estimula a criatividade e desenvolve os sentidos… uma pedrinha, um galhinho, uma folha, viram uma super festa para quem está descobrindo o mundo”.

6ª DICA

Incentivar a rega, através de um regador que a criança possa manusear facilmente e ajudar o adulto na atividade, incentivar o plantio de mudas, com equipamentos mais leves onde a criança possa mexer na terra e incentivar o cuidado com o jardim, através do respeito em não depredar, arrancar folhas e pisotear as plantas, também são dicas de grande poder para a criança se apaixonar pela natureza e se tornar um ser humano mais consciente do meio ambiente, além de lhe trazer paz e todos os benefícios de se brincar ao ar livre pra quem vive na cidade.

Fonte: Da Redação/Assessoria